07 mai 2018

A importância do controle de cascudinhos para a saúde das aves e segurança alimentar

Atualmente o Brasil ocupa a segunda (2ª) posição como produtor e a primeira (1ª) posição como exportador de carne de frango mundial (34% da produção é exportada – dados ABPA 2016), sendo os países importadores muito exigentes no quesito segurança alimentar (Food safety), representados, principalmente, pela Europa, Ásia e Oriente Médio. Para que sejam cumpridas as normas estabelecidas por esses mercados, todo o manejo relacionado à sanidade da produção de aves é levado muito à risca para garantir e manter as posições conquistadas. Em decorrência disso, foi criado o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), em meados de 1994, há 24 anos, o qual tem como principal objetivo definir estratégias de vigilância epidemiológica para as doenças avícolas de controle oficial, destacando-se, entre elas, a salmonelose.

Neste contexto, o controle da salmonela em avicultura ganha grande importância, pois a presença do patógeno em carcaças torna-se um parâmetro de qualidade, e interfere diretamente na relação comercial entre os países importadores, podendo levar a não aceitação do produto exportado em caso de resultados positivos de alguns sorovares específicos. Entretanto, o controle da salmonela em plantéis avícolas é muito complexo, uma vez que se trata de um agente extremamente resistente ao meio ambiente, e que possui características particulares, como o de ser um agente intracelular facultativo, podendo estar presente no trato grato intestinal (TGI) das aves em equilíbrio, sem causar grandes prejuízos, até que em algum momento algum fator possa desbalancear este equilíbrio, muitas vezes representado por quadros de estresse. Esse cenário possui influencia direta no sistema imune e no intestino, interferindo em sua motilidade, e, com isso, levando a um quadro de excreção intermitente, muito comum em quadros de salmonelose, já comprovada em estudos científicos. Em função de todos esses fatores, pode-se dizer que é impossível ter salmonela zero em avicultura.

Por esse motivo, é que há a necessidade do controle máximo de todos os fatores de risco relacionados à transmissão e disseminação de salmonela. Dentre os diversos fatores de riscos presentes na produção de frangos temos o cascudinho, um dos principais vetores da salmonela e de outros tantos agentes patogênicos que podem causar prejuízos à produção (Tabela 1).

Tabela 1. Patógenos transmitidos e carreados pelo Alphitobios diaperinus

A salmonela sobrevive no cascudinho, em média, de 6 a 12 dias em adultos e larvas, sendo que, praticamente 100% das larvas podem se infectar e cerca de 20% dos insetos se mantém infectados na fase adulta. Entretanto, alguns trabalhos a campo isolaram aproximadamente 60% de cascudinhos (larvas e adultos) contaminados. Para que este controle seja efetivo, é fundamental que seja realizado um monitoramento contínuo destes insetos e lotes, o que garante uma redução significativa dele no ambiente e a chance de disseminação da salmonela entre os frangos. Por sua vez, este deve ser realizado através de Monitoria para controle de cascudinhos de na figura abaixo (Figura 1).

Figura 1. Fluxograma da Monitoria de controle de Cascudinho.

Neste contexto, entra o Colosso Pulverização (Figura 2), um produto que possui três (3) princípios ativos em sua formulação com ação sinérgica (cipermetrina, clorpirifós e citronelal) oferecendo excelente eficácia tanto no controle de larvas quanto no controle de cascudinhos adultos (Figura 3).

Figura 2. Colosso Pulverização (frasco 1 L).

Figura 3. Eficácia do Colosso Pulverização na redução de larvas e adultos de cascudinhos.

Andrea Panzardi

Especialista Técnica Aves e Suínos

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