04 abr 2018

Milho Safrinha e os pontos importantes para uma silagem de qualidade

O “milho safrinha” ficou conhecido por ser plantado após a colheita da safra, sendo considerada uma “segunda safra”, que ocorre normalmente entre os meses de janeiro e abril.

Os fatores de maior importância para realização do milho safrinha são: o planejamento da época de plantio da safra e o tipo de cultivar, pois um milho mais precoce favorecerá o plantio da safrinha na época do aumento dos índices de chuva.

O cultivo da segunda safra tem se mostrado muito vantajoso tanto na produção de grão quanto na produção de silagem. Nesse processo de confecção da silagem, para garantir o melhor aproveitamento do material ensilado e para reduzir as perdas há cinco pontos principais que devem ser seguidos e acompanhados:

1. Colheita: o ponto de colheita ideal é quando a planta atinge de 30 até 35% de MS ou de 65 a 70% de umidade. O material picado deve ter de 6 a 15 mm, pois partículas menores favorecem o processo de compactação, facilitando a sua fermentação pelos microrganismos.

2. Compactação: deve ser feita em camadas com cerca de 15 a 30 cm de maneira uniforme em todo o silo, eliminando o ar e favorecendo o aumento de temperatura para a atuação das bactérias ácido-láticas. Além disso, é recomendado que a densidade do material ensilado esteja entre 650 e 700 kg/m³.

3. Fechamento: executado por meio da vedação com lona plástica, consiste em proteger a silagem da chuva, impedindo que nutrientes solúveis sejam carreados e do oxigênio atmosférico, já que deve ser produzida em condições anaeróbias. As lonas devem ter cerca de 200 micras, proteção UV e precisam ser colocadas também nas laterais do silo. É recomendado cobrir com terra, restos de capins e pneus, além de cercar os silospara impedir a perfuração por parte dos animais.

4. Fermentação: na etapa anaeróbia, o ideal é que ocorra a rápida queda do pH, favorecendo a produção de ácido lático pelas bactérias homofermentativas e que vai promover a inibição da população de bactérias indesejáveis e compostos desfavoráveis.

5. Desabastecimento do silo: a retirada da silagem deve ser realizada de forma uniforme, evitando o contato de grandes partes com o ar, pois contribui para a deterioração do material devido ao favorecimento da proliferação de microrganismos indesejáveis. Considerando as altas temperaturas do Brasil, é recomendado ainda que sejam retiradas fatias de 30 a 40 cm por dia, assim o silo deve ser dimensionado corretamente para que proporcione essa retirada.

Outra ferramenta importante para o processo de ensilagem é a utilização de inoculantes que auxiliam na fermentação, aumentam a estabilidade da silagem no momento pós-abertura e contribuem para a redução do aquecimento, consequentemente as perdas.

Hoje o produtor tem excelentes opções de inoculantes, como os produtos Silobac® e Silobac® 5:

O Silobac® é composto por Lactobacillus plantarum e Pediococcus pentosaceus, que conferem queda rápida do pH da silagem e promovem a preservação dos componentes nutritivos da forragem, o aumento da recuperação da matéria seca (50% em média), a diminuição de perdas de superfície do silo e a garantia de mais tempo de silagem fresca no cocho. É indicado para silagens de gramíneas forrageiras tropicais, azevém, aveia e alfafa com a vantagem de abertura apenas sete dias pós-fechamento.

Para as silagens de milho e cana-de-açúcar, a indicação é o Silobac® 5 composto por cepas de Lactobacillus plantarum, que reduzem as perdas de matéria seca e aumentam a estabilidade aeróbia da silagem de milho em 25 horas, em média, e 35 horas na cana-de-açúcar.

 

Por Pietro Massari e Ludmila Pedrosa

Analistas técnicos na Ourofino Saúde Animal

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