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Salmonelose na avicultura

Aves

Terça-feira, 03 de Janeiro de 2017

Por Flávio Ortiz Codazzi Cunha, consultor técnico da Linha Aves e Suínos na Ourofino Saúde Animal, e Andrea Panzardi, especialista técnica da Linha Aves e Suínos na Ourofino Saúde Animal

A Salmonella constitui um problema de saúde pública mundial como uma das principais causas de doenças transmitidas por alimentos, sendo amplamente reconhecida como uma importante fonte de contaminação e infecção, através de carne de aves ou ovos. Além disso, o aumento da frequência de resistência antimicrobiana é considerado uma das principais ameaças à saúde pública ligada à produção de alimentos de origem animal, incluindo a cadeia de produção de aves, o que é uma preocupação adicional na gestão de risco da salmonelose.

O termo salmonelose é usado para denominar a infecção causada por bactérias do gênero Salmonella, da família Enterobacteriaceae. A Salmonella sp. é um bacilo Gram negativo que infecta todos os animais, inclusive as aves e o homem. No gênero Salmonella estão incluídos mais de 2500 sorotipos.

A infecção das galinhas por Salmonella sp. pode induzir manifestações clínicas de formas distintas. Baseando-se na importância da salmonela como agente causador de doença nas aves e de risco para a saúde pública, elas são divididas em três grupos:

  • Grupo 1: estão incluídas neste grupo a S. Gallinarum e a S. Pullorum que causam respectivamente o tifo aviário e a pulorose. Estes dois sorovares são imóveis, têm as aves e principalmente galinhas e perus como hospedeiros específicos e são considerados de alta patogenicidade.

  • Grupo 2: neste grupo estão incluídas as salmonellas móveis, do tipo paratíficas, excluindo a S. Enteritidis e a S. Typhimurium. As salmonellas do grupo 2 representam em torno de 1500 sorovares e podem ser encontradas nas aves e nos mamíferos clinicamente saudáveis. A infecção é também denominada paratifo aviário. Dificilmente causam doença clínica nas aves e transmitem-se fundamentalmente por via horizontal. Estas salmonellas têm o potencial de causar gastroenterites em humanos.

  • Grupo 3: neste grupo estão os sorovares Enteritidis e Typhimurium. São bactérias móveis que, eventualmente, podem causar doença clínica em aves jovens e estão relacionadas com a grande maioria de casos de toxinfecções alimentares por salmonellas em humanos. Além da transmissão horizontal, verificou-se nestes dois sorotipos, e, principalmente, com a Enteritidis, certo nível de transmissão vertical.

 

Salmonellas podem ser isoladas nas fezes, órgãos internos, ovos e embriões de aves doentes ou de portadoras sãs. Também podem ser isoladas da cama, instalações, equipamentos, alimento, matérias-primas, animais domésticos e silvestres.

Os vetores biológicos são importantes na disseminação da Salmonella. O Alphitobius diaperinus, conhecido como “cascudinho”, é encontrado abundantemente nas instalações avícolas e acarreta prejuízos zootécnicos e sanitários na avicultura industrial mundialmente. O cascudinho perpetua a infecção em lotes sucessivos, pois é capaz de contaminar o solo e a água e a sobrevida da Salmonella no ambiente, principalmente, na presença de matéria orgânica pode ser longa.

Os cascudinhos são espécies que se alimentam de fezes, carcaças, fungos e de grãos e farinhas armazenadas. Assim, eles são portadores e vetores de agentes patogênicos, principalmente devido aos seus hábitos de alimentação. Segundo dados de uma agroindústria brasileira, o cascudinho é o responsável por cerca de 60% dos quadros de salmonelose presentes nas produções de frangos de corte, demonstrando a importância de um controle efetivo dos cascudinhos.

Visando o auxílio de seus clientes a campo, a Ourofino Saúde Animal lançou neste ano o Colosso Avicultura (Figura), produto exclusivo para a avicultura, que tem em sua formulação a associação de um piretróide (cipermetrina), com um organofosforado (clorpirifós) junto ao Butóxido de Piperonila, um sinergista, que atua potencializando a ação da cipermetrina, permitindo uma ação em cascudinhos já sabidamente resistentes a produtos à base somente de cipermetrina.

O produto deve ser administrado via pulverização e/ou atomização em instalações avícolas destinadas à produção de aves de corte e de postura, sem a presença das aves no momento da aplicação e, posteriormente, aos procedimentos usuais de limpeza e desinfecção. Sua utilização não requer período de carência para o abate de aves ou para o consumo de ovos de aves alojadas em instalações que receberam o produto, contudo, as instalações devem ser mantidas sem a presença de aves por no mínimo dois dias após a aplicação do produto.

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Comentários

Francitônio Rodrigues da Silva

Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

Sou Eng. Agrônomo. Gostei mundo do assunto, por ser um tema técnico, onde todos os criadores de aves deveriam ter como um manual na avicultura, pois produzem alimentos e que estes tem que ter qualidade, para prevenção da saúde de seus consumidores.

Ourofino Saúde Animal

Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

Francitônio, ficamos felizes em saber o quanto gosta dos nossos conteúdos. Você encontra mais informações em nosso portal www.ourofinosaudeanimal.com. Além disso, você pode acompanhar nosso programa “Ourofino em campo”, que é exibido de segunda a sexta-feira, às 11h30 pelo Canal do Boi e reprisado às 17h05, horário de Brasília. Aos domingos, uma edição especial vai ao ar às 9h30. As reportagens também podem ser vistas em www.youtube.com/ourofinosaudeanimal. Obrigado por acompanhar o nosso blog.

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